Jesus: o novo modo de ser pastor

Jesus se apresentava como o Bom Pastor (cf. Jo 10,11). Com bondade e ternura acolhia o povo, sobretudo os pobres (cf. Mc 6,34; Mt 11,28-29). Seu agir revelava um novo jeito de cuidar das pessoas.

Ele ia ao encontro delas, estabelecendo com as mesmas uma relação direta e acolhedora. Jesus apresentava um caminho de vida nova: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28-30).

Jesus tinha um cuidado especial para com os doentes (cf. Mc 1,32), afastados do convívio social, porque eram considerados castigados e viviam de esmolas. Lançava-lhes um novo olhar, por isso tocava-os para curá-los, tanto da enfermidade quanto da exclusão social.

Jesus anunciava a Boa-Nova do Reino para todas e todos. Não excluía ninguém. Oferecia um lugar aos que não tinham vez na convivência humana. Recebia como irmão e irmã aqueles que o sistema religioso e a sociedade desprezavam e excluíam: prostitutas e pecadores (cf. Mt 21,31-32); pagãos e samaritanos (cf. Lc 7,2-10); leprosos e possessos (cf. Mt 8,2-4); mulheres, crianças e doentes (cf. Lc 18,9-14); e muitos pobres (cf. Mt 5,3).

Jesus andou pelos povoados da Galileia anunciando ao povo o Reino de Deus (cf. Mc 2,13) e o povo ficava admirado com sua pregação ligada ao cotidiano da vida (cf. Mc 12,37). As parábolas mostravam sua capacidade de comparar as coisas de Deus com a simplicidade da vida: sal, luz, semente, crianças e pássaros. 

Jesus ensinava de forma interativa, pois levava as pessoas a participarem da descoberta da verdade.

Por isso, o povo percebeu “um ensinamento novo e com autoridade” (Mc 1,27). Sua própria vida era o testemunho do que ensinava.

Fonte: documento100 da CNBB – Comunidade de Comunidade: Uma nova Paróquia