Jesus entre os excluídos da religião e da sociedade (Lc 2,15-20) - Tomaz Hughes

Resultado de imagem para jesus mafaApesar da sua mensagem ser quase abafada pela euforia do consumismo e materialismo que transforma a grande festa cristã do Natal do Senhor numa verdadeira orgia pagã de esbanjamento e exclusão, a história do nascimento do Senhor, contada nas palavras singelas de Lucas, perdura ainda com a sua mensagem profunda de paz, união, solidariedade e amor, que o néo-paganismo pós-moderno da nossa sociedade é incapaz de ofuscar.

As celebrações da vigília e da aurora usam dois textos contínuos da Lucas, que realmente formam um mosaico teológico de grande beleza, através da sua habilidade literária. Lucas pega as tradições que põe a origem de Maria e José em Nazaré e junto-as às que colocam o nascimento de Jesus em Belém, e as insere na história humana e universal, através das suas referências a grandes figuras históricas da época, César Augusto, Herodes o Grande e o governador da Síria, Quirino. Nesse contexto ele tece uma rede que contem oito dos seus temas preferidos – alimento, graça, alegria, pequenez, paz, salvação, “hoje”, e universalismo, para trazer à humanidade de todos os tempos “uma boa notícia, uma alegria para todo o povo”(2, 10).

Embora haja uma confusão sobre as referências cronológicos na Lucas, pois Quirino não foi governador no tempo de Herodes e não se tem informações extra-bíblicas sobre um recenseamento feito por Augusto, a finalidade de Lucas é situar o nascimento do Salvador bem dentro da história humana – e especialmente a história humana dos pobres e excluídos. Jesus nasce filho de viajantes, forcados a sair da sua casa pela força opressora do império, pois a finalidade dum recenseamento era alistar todos para cobrança de impostos. Assim o Messias nasce em condições subumanas e indignas – como nascem e se criam milhões de crianças todos os anos na nossa sociedade atual. Como não teve lugar para eles na “hospedaria” (um tipo de albergue para viajantes, onde os animais ficavam no pátio, no primeiro andar tinha cozinha comunitária e no segundo andar dormitórios, algo ainda comum em certas regiões do Oriente hoje), Maria dá à luz numa gruta ou estrebaria e deita Jesus numa manjedoura. 

A visita do anjo aos pastores - Paz aos Excluídos! (Lc 2,1-20) - Mesters e Lopes

Resultado de imagem para jesus mafaTexto extraído do Livro "O avesso é o lado certo" - Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas - p. 44-46). Publicação de Paulinas e CEBI Publicações. Autores: Carlos Mesters e Mercedes Lopes.

1. SITUANDO
O motivo que levou José e Maria a viajar para Belém foi o recenseamento decretado pelo imperador de Roma (Lc 2,1-7). Periodicamente, as autoridades romanas decretavam tais recenseamentos nas várias regiões do seu imenso império. Era para recadastrar a população e saber quanto cada pessoa tinha que pagar de imposto. Os ricos pagavam imposto sobre a terra e sobre os bens que possuíam. Os pobres pagavam pelo número de filhos. Às vezes, o imposto total chegava a mais de 50% dos rendimentos da pessoa.

Há uma diferença significativa entre o nascimento de Jesus e o nascimento de João. João nasce em casa, na sua terra, no meio dos parentes e vizinhos e é acolhido por todos (Lc 1,57-58). Jesus nasce desconhecido, fora de sua terra, no meio dos pobres, fora do ambiente da família e da vizinhança. "Não havia lugar para ele na hospedaria". Teve que ser deitado numa manjedoura. 

2. COMENTANDO
2.1 Lucas 2,8-9: Os primeiros convidados
Os pastores eram pessoas marginalizadas, pouco apreciadas. Viviam junto com os animais, separados do convívio humano. Por causa do contato permanente com os animais eram considerados impuros. Ninguém jamais os convidava para vir visitar um recém-nascido. É a estes pastores que aparece o anjo do Senhor para transmitir a grande notícia do nascimento de Jesus. Diante da aparição dos anjos, eles ficam com medo.

Jesus criança, o rosto humano da ternura de Deus (Lucas 2,1-20) - Ildo Bohn Gass

Resultado de imagem para jesus mafaNo segundo capítulo de Lucas, ainda estamos no Evangelho da Infância de Jesus (Lucas 1-2). Mais do que dizer como os fatos aconteceram, essas narrativas querem conduzir-nos para além dos fatos, querem ir mais fundo. São literalmente parábolas, isto é, querem jogar para além. Por isso, fazem uma leitura teológica da infância de Jesus para servir de luz na caminhada das pessoas e das comunidades a quem elas se destinam, ontem e hoje.

Um dos textos propostos para refletir na noite de natal é a narrativa a respeito do nascimento de Jesus segundo Lucas 2,1-7. Podemos dividir este relato em três partes.

Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto...

A primeira parte situa o nascimento de Jesus na difícil realidade de seu tempo (Lucas 2,1-2). O povo judeu, como tantas outras nações, está sob a dominação do império colonialista de Roma. O nome do imperador da ocasião era César Augusto, que governou em Roma do ano 31 a.C. até o ano 14 d.C. Seu governo, portanto, durou nada menos que 45 anos. Foi Augusto quem deu início ao império romano, concentrando, dessa forma, ainda mais do que na época da república, o poder político, militar e econômico na capital imperial. A comunidade de Lucas conhecia muita bem como os imperadores oprimiam as nações subjugadas. Anotou, inclusive, a análise crítica que Jesus fazia de sua tirania: “Os reis das nações dominam sobre elas, e os que exercem o poder se fazem chamar benfeitores” (Lucas 22,25). 

A boa nova do Natal - Marcelo Barros

Resultado de imagem para natal jesusNa cultura da maioria das pessoas, Natal evoca presentes que recebemos e damos a parentes e amigos. Para outros, as festas do Natal significam aconchego familiar e dias de férias. Para as mães de família, Natal requer uma ceia especial com muitas comidas e bebidas. Fazer festa e reunir as pessoas queridas é sempre bom. Se o Natal serve para isso, tem uma boa função. No entanto, no mundo atual, se queremos ser mais justos com a Terra e a natureza, temos de rever o consumismo e organizar um modo de viver mais sóbrio e centrado em coisas mais essenciais. Se você quiser ir além da agitação que envolve esses dias, lembre-se que, no plano mais profundo, Natal significa renascimento.

Embora ninguém saiba a data exata do nascimento de Jesus, desde o século IV, os cristãos tomaram o 25 de dezembro, solstício do inverno no hemisfério norte, para celebrar a vinda de Jesus Cristo ao mundo, como o sol que ilumina e dá sentido novo a nossas vidas. Por celebrar o ciclo solar, o Natal é mais a celebração de um renascimento do que simples memória de um aniversário. Aliás, o que significaria nascer, se não fosse para estar abertos a um constante renascer? O poeta Pablo Neruda afirmava: “Nascemos como esboço. É preciso sempre renascer. Nascemos para renascer”.

De um modo ou de outro, todos os caminhos espirituais se propõem a ajudar as pessoas a viverem esse processo de transformação pessoal e comunitário. O Evangelho chama de metanoia, mudança de mente. O Budismo denomina de iluminação. Espiritualidades indígenas falam em despertar. Podemos dizer que renascemos cada vez que realizamos os passos que a vida exige e nos abrimos para uma nova etapa. Em cada idade física, o ser humano larga uma idade e renasce para outra. Em uma conversa com Nicodemos, Jesus explica: “O que nasce conforme o mundo (ou no modo de falar hebraico: o que nasce da carne) é carne, ou seja, pertence a esse modo de ser do mundo. O que nasce do Espírito, é espírito. Por isso, insisto, é preciso nascer de novo, nascer do Espírito” (Jo 3, 7).

Babel contra multidão [Fábio Py]

Resultado de imagem para torre de babel“A unidade da fé em Deus, que constantemente queremos criar (ou temos de criar porque, em certo sentido, dela necessitamos), não se encontra nos textos, nem na coletânea de escritos, tampouco no cânon; ela se encontra unicamente em nossa perspectiva. Nós transformamos as afirmações bíblicas em afirmações que possam nos orientar e que se ajustem ao nosso crer e fazer” (Erhard Gerestemberger, Teologias no Antigo Testamento, 2007, p.9).

“Multidão é o nome de uma imanência. A multidão é o conjunto de singularidades” (Antonio Negri, “Para uma definição ontológica da multidão”, Lugar Comum, n.19-20, p.19.

Queria estar na companhia dos irmãos e irmãs escutar/refletir sobre “Teologias da Multidão”, mas de fato, a UENF em Campos dos Goytacazes, torna sério o desafio da distância. Imagino que meus amigxs da mesa irão se preocupar em ler textos ligados à memória do Novo/Segundo Testamento, de Jesus e Paulo. Nenhum problema. Na verdade, ao contrário. É imenso o desafio. Pois, temos de lembrar que o cristianismo é memória dos apóstolos e apóstolas, discípulos e discípulas, que fizeram “multidão” para resistir. Sim, porque o cristianismo dentro do império romano era uma religião minoritária no século I. Ganhou proporção somente no século III, quando o imperador, para não rachar seu império, assumiu como religião oficial.[1]

Logo, a sobrevivência do cristianismo nos dois primeiros séculos mostra as esforço de articulação e resistência dos seguidores de cristo mediante os cercos do império. Ao mesmo tempo, não se pode negligenciar o ‘truque’ do imperador Constantino, que ao se ‘converter’ ao cristianismo (Paul Veyne [2]), fez-se marco da derrocada do cristianismo “dos subalternos, dos vencidos” (Benjamin [3]) “das multidões” (Negri [4]). Por conta dessa derrocada, queria me deter rapidamente em um instigante texto da tradição cristã encontrado no livro de Gênesis. Até para não perder de vista a esperança do diálogo com tradições monoteístas (judaica e árabe) tão significativas no contexto ocidental. [5]

A Babel bíblica

Vamos fazer um Natal das Dádivas?

Resultado de imagem para natalDádiva, do latim dativa, significa doação ou presente, aquilo que se dá ou se recebe gratuitamente. O termo também é usado com o sentido de presente divino ou graça. Em 2013, durante um dos encontros da Rede Brasileira Infância e Consumo nasceu a campanha Natal das Dádivas. O objetivo é buscar um outro sentido para a data, com menos consumismo e mais presença e doação.

Este é o nosso convite: vamos repensar nossos hábitos e incentivar ações que respeitem a infância, as relações entre as pessoas, a cultura de paz e a natureza? Vamos reunir ideias que possam mudar a forma como comemoramos o Natal? Para além do sentido religioso, o período do Natal é um tempo de reflexão e encontro. E se você não comemora o Natal, as ideias a seguir podem servir para outras ocasiões. O principal objetivo é questionar o consumismo e os apelos para a compra de presentes que costumam dominar as datas comemorativas.

Nós selecionamos dez ações para um Natal das Dádivas – Menos consumo e mais presença e doação.

Reflita sobre o sentido do Natal

O Natal é uma festa religiosa cristã que comemora o nascimento do menino Jesus. Hoje, cristãos e também muitos não cristãos costumam reunir a família e os amigos em uma confraternização no dia 25 de dezembro. Troca de presentes e ceia são tradições da data. Mas se o Natal está se transformando em uma festa do consumo, é preciso resgatar seu sentido original. Reflita sobre o real significado da data com a sua família, sobretudo com as crianças. Converse e explique que a festa não se resume a dar e ganhar presentes. Fale sobre o consumismo e as estratégias do mercado e da publicidade. Explique sobre os prejuízos do consumismo infantil para as famílias, sobre endividamento e impactos ambientais e da importância de um outro tipo de economia que respeite os limites do planeta. Presentes, comida e comemoração podem existir para celebrar a data mas não devem sobrepor à confraternização.

O sinal do Emanuel - Marcel Domergue

Resultado de imagem para deus conoscoNeste tempo, a Igreja está voltada para Aquele que vem: a Liturgia da Palavra mostra a sua adesão ao "Sinal do Emanuel". Ela acolhe este "Deus conosco" como o Sinal da Liturgia. Que ela, assim como José, saiba recolher-se "em segredo", quando necessário. E ser jovem, portadora da paz e simples como Maria, levando dentro de si o Filho de Deus!

A reflexão é de Marcel Domergue (+1922-2015), sacerdote jesuíta francês, publicada no sítio Croire, comentando as leituras do 4º Domingo do Advento, do Ciclo A (18 de Dezembro de 2016). A tradução é de Francisco O. Lara, João Bosco Lara e José J. Lara.

Eis o texto.

Referências bíblicas

1ª leitura: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho” (Isaías 7,10-14)
Salmo: Sl 23(24) - R/ O rei da glória é o Senhor onipotente; abri as portas para que ele possa entrar!
2ª leitura: “Descendente de David segundo a carne, autenticado como Filho de Deus” (Romanos 1,1-7)
Evangelho: Jesus nascerá de Maria, prometida em casamento a José, filho de Davi. (Mateus 1,18-24)

O anúncio feito a José

Até aqui, temos falado, sobretudo, da vinda permanente de Cristo em nossas vidas: uma vinda secreta, perceptível somente pela fé. Falamos também da «volta» do Cristo, da sua vinda última, no final dos tempos. Mas é oportuno falar do seu nascimento em Belém, pois já iremos celebrar o Natal. Podemos dizer que, apesar das diferenças e com as devidas precauções, este nascimento é como a sua «vinda à visibilidade».

ADVENTO: Tempo de preparar? - Cristian Rosmund Donat

Resultado de imagem para adventoJá está aqui o Advento! Esse é um tempo especial na vida da Igreja. Celebramos a vinda de Cristo. A contagem regressiva começa quatro domingos antes do Natal. É tempo de esperar, de meditar, tempo de pensar naquele que vem. Ainda que nós saibamos quem vai vir, não é tempo de simples repetições. Todos sabem que o nascimento de Jesus é celebrado no Natal.

Todos também sabem que tudo fica pronto para essa data. A cada ano, as pessoas se preparam para o próximo Natal. Por isso, Advento é tempo de graça, onde nós lembramos que vem o Messias, nosso Salvador. Também, é tempo de injetar alegria e otimismo cristão diante dos problemas diários. É trazer aqueles sentimentos do mais profundo do nosso ser que lembram o amor de Deus. É arrumar o lar com enfeites, procurar presentes para partilhar nossa alegria, acender uma vela cada domingo até que a coroa fique toda iluminada marcando a chegada de Jesus.

Mas, cuidado! O tempo de Advento não acontece porque tenhamos enfeites de Natal pendurados na casa ou porque importamos tradições que não tem nada a ver com o verão brasileiro. Pois, a espera do Natal não é uma falsa alegria comprada em lojas muito bem arrumadas, que tem até neve artificial. Para os cristãos e as cristãs, Advento é a certeza de que vem o Senhor. Enfeites, comidas, músicas, ritos e celebrações foram feitas porque existe essa certeza e não o contrário. O Espírito do Natal não é uma coisa que se compra ou se vende, é um presente dado pela fé.

Advento é tempo de confiar nas promessas de Deus. E isso, exige também deixar-se guiar por ele, reconhecer que muitas vezes nossos caminhos, pessoais ou comunitários, não são ou não tem sido os caminhos de Deus. Assim, também é tempo de reconhecer os erros, não para cair no pessimismo, e sim para aprender a reconhecer a trilha que o Senhor ensina.

O sonho de José e a chegada do Messias (Mt 1,18-25) - Marcelo Barros

Resultado de imagem para josé pai jesusO evangelho a ser refletido o próximo final de semana fala de um sonho: o sonho no qual José é avisado que sua companheira seria a mãe do Messias esperado. Se antes, lá no Egito, José, o filho de Jacó, interpretava os sonhos do Faraó, agora um novo José é convidado a interpretar os novos desígnios divinos. O texto é extraído do livro Conversando com Mateus.

Enquanto Lucas conta que o anjo anunciou a Maria, a comunidade de Mateus conta que o anjo apareceu em sonhos a José. O fato de ser “em sonhos” se liga à tradição dos patriarcas: o próprio José, filho de Jacó. Quem aparece não é um anjo como em Lucas. É o próprio “Anjo do Senhor”, expressão para dizer “a Palavra do Senhor”, “a Glória do Senhor”, uma visibilidade do próprio Deus. José é apresentado como um justo que percebe na mulher a obra de Deus e quer se retirar para não atrapalhar uma obra de Deus que ele não pode compreender.

O sonho não é apenas o momento no qual as frustrações do inconsciente se soltam. Através do sono, a pessoa convive com uma dimensão interior mais profunda de si mesma e pode ouvir de modo mais puro a sua vocação.

Na sociedade do tempo de Jesus, havia uma prática cultural chamada do desposório. Através dela, se dava inicio ao contrato de casamento no qual as famílias ingressavam. O casal era considerado marido e mulher. Mas, durante um tempo, ela permanecia na casa de sua família e eles não tinham ainda relações sexuais. Quando o texto diz: “antes de coabitarem, ela engravidou”, está dizendo que eles ainda não moravam juntos e nem tinham tido relações sexuais. Seria, então, compreensível que José concluísse que ela teve relações com outro homem. Na época, isso seria um adultério, porque eles dois (Maria e José) já estavam comprometidos em casamento. Assim, segundo padrões culturais convencionais, Maria está exposta à marginalização social, econômica e religiosa (Existe na Bíblia maldições para mulheres em situações como esta e para seus filhos. Ver Eclo 23,22-26 e Sb 3,16-19 e 4,3-6).

Reconhecer o Messias - Ana Maria Casarotti

João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras do Messias, enviou a ele alguns discípulos, para lhe perguntarem: «És tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?». Jesus respondeu: «Voltem e contem a João o que vocês estão ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a Boa Notícia. E feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!»

Resultado de imagem para perceberOs discípulos de João partiram, e Jesus começou a falar às multidões a respeito de João: «O que é que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? O que vocês foram ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas aqueles que vestem roupas finas moram em palácios de reis. Então, o que é que vocês foram ver? Um profeta? Eu lhes afirmo que sim: alguém que é mais do que um profeta. É de João que a Escritura diz: "Eis que eu envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante de ti’. Eu garanto a vocês: de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino do Céu é maior do que ele.

Leitura do Evangelho de Mateus 11, 2-12. (Correspondente ao 3º Domingo de Advento, ciclo A do Ano Litúrgico).

O comentário é de Ana Maria Casarotti.
Reconhecer o Messias

Herodes tinha encerrado João Batista numa masmorra. A mensagem que ele proclamava e o convite à conversão eram uma exortação que incomodava bastante aqueles que atuavam hipocritamente, compondo uma sociedade que explorava os mais pobres, carentes e todos e todas os que eram rejeitados.