Celebração de 30 anos do CEBI-ES em Amarelinhos

Dia 17/09/2016 estivemos em Guarapari (em Amarelinhos) para também celebrarmos nessa cidade nossa caminhada. Clique aqui e veja as fotos!

Ontem a lua convidou para a reza
Para o canto e para o baião
Lá no interior
Onde nasce a fé em nosso Senhor
O povo junto fez uma só oração!

São apenas 30 anos de caminhada do CEBI capixaba
Da cidade ao interior
Mais do que uma senhora graça
É benção sobre Guarapari derramada!

Tem roda de conversa, partilha da palavra, tem congada!
Tem roda de dança, encanto e meninada!
Tem juventude ousada, tem a força dos homens e da Mulher amada!
Tem luta, tem pé na estrada, tem caminhada!

Oh meu Nosso Sinhô, na casa da mãe viemos agradecer:
Que não nos falte a coragem
De Cebianos continuarmos a ser
Das lutas às denúncias sempre fazer
A nossa caminhada é novos profetas ser!

Oh CEBI vamos festejar
Entrar na roda e cantar...
"Caminhando e festejando
Nossa história popular
Nessas terras capixabas
30 anos celebrar"

*Marina de Oliveira

‘Não é só o estupro. A vítima é julgada por toda a sociedade', diz fundadora da ONG Think Olga

Resultado de imagem para estuproA pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Datafolha em que afirma que um terço dos brasileiros culpa a mulher pelo estupro sofrido resgata o debate sobre a cultura do estupro no Brasil e as formas de combate à violência contra a mulher. Para a fundadora do coletivo feminista Think Olga, Juliana de Faria, os dados são preocupantes, mas trazem um debate extremamente necessário para enfrentar o problema.

"As pessoas estão debatendo mais sobre isso. É triste, é horrível, mas não pode ser ignorado", diz a ativista.

A pesquisa aponta que um em cada três brasileiros concorda com a afirmação de que "a mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada". Revela também que 85% das mulheres têm medo de serem estupradas. O índice sobe a 90% no Nordeste.

"É horrível saber destes números. Mas eles são necessários para que a gente possa caminhar."

Segundo Juliana, outro dado comprova que a cultura do estupro está tão enraizada na sociedade: a porcentagem das mulheres que afirmaram que as vítimas são estupradas por causa de suas roupas é a mesma dos homens. "Todos nós nascemos na sociedade que tem essa visão. Desde muito cedo a gente absorve essa ideia construída de que a mulher tem que se comportar, que ela precisa ter tais características para conseguir seu 'príncipe' e ser respeitada", conta.

Mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos (Lc 16,19-31) [Thomaz Hughes]

Resultado de imagem para riqueza e pobrezaEste último trecho do capítulo dezesseis continua os ensinamentos de Jesus sobre as riquezas, ou melhor, sobre a questão fundamental da partilha dos bens como necessidade absoluta para os seus discípulos. Aqui, temos a famosa parábola do “Rico e Lázaro”, e também a reflexão sobre o destino dos irmãos do rico. Levanta a questão: “Irão seguir o exemplo do irmão rico ou atender o ensinamento tanto de Jesus como do Antigo Testamento sobre o cuidado dos necessitados, como Lázaro, e assim se tornarem Filhos de Abraão?”

Os destinatários do Evangelho de Lucas eram as comunidades cristãs urbanas das cidades gregas do Império Romano. A imagem da parábola é típica da sociedade urbana - tanto a de então como a de hoje! De um lado, o rico que esbanja dinheiro e comida em banquetes e futilidades, e do outro lado o pobre miserável, faminto e doente. Ambos vivem lado ao lado, sem que o rico tome conhecimento da existência e dos sofrimentos do pobre! Quantos exemplos disso existem hoje - lado ao lado com a maior opulência, a mais desumana miséria, e entre as duas situações uma barreira de cegueira e indiferença?

É muito interessante - e importante para a nossa compreensão da parábola - que os vv. 22-26 não dizem que o rico foi para o inferno por que ele fazia algo moralmente repreensível; e nem que Lázaro foi para o céu porque ele era “santo”. Por isso, por tão inconveniente que possa soar em uma sociedade como a nossa, dá para entender que esse trecho condena o rico simplesmente por ser insensível, em uma sociedade de empobrecimento, e abençoa o pobre pelo simples fato de estar sofrendo a miséria em uma sociedade que esbanja os bens necessários para a vida. É interessante que no texto o rico não tem nome, mas o pobre sim – “Lázaro” que dizer em hebraico “auxiliado por Deus”. A riqueza torna-se pecado diante da situação desumana dos pobres, pois é a negação da partilha e da solidariedade! O que dizer então da nossa sociedade atual neoliberal, com a escandalosa desigualdade que ela ostenta. O rico foi condenado porque ele simplesmente se fechou diante do sofrimento alheio – a parábola não diz uma palavra sobre o comportamento dele fora desse aspecto. Esse fechamento é a negação de todo o ensinamento do Antigo e do Novo Testamento. O simples fato de existir lado ao lado o rico opulento e o Lázaro sofrido é a condenação de uma sociedade pecaminosa que permite esta situação anti-evangélica.

O rico e o pobre Lázaro (Lucas 16,19-31) [Katia Rejane Sassi]

Resultado de imagem para rico lazaroA parábola de Lucas 16,19-31 não é uma espécie de “geografia do céu e do inferno”, nem um ensinamento sobre a questão do “além”, da situação depois da morte. É uma parábola, cujo objetivo é provocar um questionamento, uma reflexão que leve ao entendimento da mensagem e a uma tomada de posição.

De um lado, esta parábola parece dirigir-se aos fariseus (Lucas 16,14), aqueles definidos por Jesus como “amigos do dinheiro”. De outro lado, é uma advertência aos discípulos e às discípulas de Jesus de ontem e de hoje. 

Uma realidade cheia de contrastes

A situação inicial é descrita apresentando os contrastes entre duas realidades: de um homem rico anônimo contra um mendigo que se chamava Lázaro (que significa “Deus ajuda”); de roupas luxuosas de púrpura e linho contra a pele coberta de úlceras repugnantes; de banquetes diários contra estômago faminto que desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa; de enterro certamente com toda solenidade e pompa contra o sepultamento de um indigente; de luxo, abundância e supérfluo, de um lado, e a falta do mínino necessário para viver, do outro.

O abismo da indiferença

Uma cena comum que pode ser vista quotidianamente no palco da vida. Mesmo separados pela distância da indiferença, o rico e o pobre viveram bem próximos um do outro. Porém, o rico não vê nada, sequer percebe a presença de Lázaro. Ele vivia extremamente para si, fechado no seu mundo de bens, luxo, festa e comilança. Uma pessoa insensível ante a situação de fome, doença e dor do pobre que estava junto à porta de sua casa. Lázaro era um entre tantos marginalizados da cidade. Só os cães de rua se aproximam dele para lamber-lhe as feridas. Sua única esperança é Deus. O uso egoísta dos bens materiais cavava um abismo entre o rico e o pobre. Jesus desmascara esta realidade da sociedade onde as pessoas estão separadas por uma barreira invisível: essa porta que o rico nunca atravessa para aproximar-se de Lázaro. 

"Deus derruba o muro de inimizade e separação" (Efésios 2,14b)

Resultado de imagem para paz em israel palestinaSemana Mundial pela Paz Justa na Palestina e Israel
18 a 24 de setembro de 2016

"Deus derruba o muro de inimizade e separação" (Efésios 2,14b)

Acolhida e Convite: sejam bem-vindas todas as pessoas que no Amor de Deus assumem o compromisso com a Paz Justa no Brasil e no Mundo. No dia de hoje queremos refletir e aprofundar nossa solidariedade com a Paz Justa na Palestina e Israel.

Canto: 
Palavra não foi feita para dividir ninguém,
palavra é uma ponte onde o amor vai e vem,
onde o amor vai e vem.

1. Palavra não foi feita para dominar,
destino da palavra é dialogar,
palavra não foi feita para opressão,
destino da palavra é união.
2. Palavra não foi feita para a vaidade,
destino da palavra é a eternidade,
palavra não foi feita p'ra cair no chão,
destino da palavra é o coração.
3. Palavra não foi feita para semear
a dúvida, a tristeza e o mal-estar,
destino da palavra é a construção
de um mundo mais feliz e mais irmão.
Autor da Melodia: Irene Gomes 

1º. Momento - A separação

Roda de Conversa


Um patrão muito esquisito…

Resultado de imagem para administradorJesus contou aos discípulos ainda a seguinte estória:

«Havia um rico proprietário de terras cujo administrador fora denunciado por malversação dos recursos que estavam a seu encargo.

«Diante disso, o patrão chamou o administrador e lhe disse: “É mesmo verdade isso tudo que que estão me contando a seu respeito? Assim sendo, e já que você não diz nada em sua defesa, só lhe resta entregar os livros contábeis, porque você não pode mais continuar sendo um administrador.”

«Despedido do seu emprego, o administrador pensou consigo: “E agora, o que será de mim? Estou liquidado. Como haverei de sobreviver? Já não tenho vigor para voltar para a roça, nem forças para tornar a pegar na enxada. E não suportaria a vergonha se tiver que vir a pedir esmolas. Mas…, espere um pouco, tive uma ideia! Já sei como abrir a porta de algumas casas que poderão vir a me oferecer trabalho assim que eu sair daqui.”

«E tratou de pôr sua ideia em prática: Convocou um por um dos devedores do patrão e perguntou ao primeiro: “De quanto é mesmo a sua dívida?” “Cem barris de azeite” respondeu ele. “Exato, e aqui está o contrato que você assinou”, disse o administrador. “Agora, rasgue-o depressa e assine outro dizendo que deve cinquenta barris.”

Mandou entrar o segundo e lhe perguntou? “E você, quanto lhe deve?” “Cem sacos de trigo.” “Vê, aqui está a promissória, troque-a por esta outra de apenas oitenta Sacos.”

“Quem é fiel nas pequenas coisas, também é nas grandes” (Lucas 16,1-13) - Pe. Thomas

Resultado de imagem para reza cruzEste texto faz parte de um capítulo aparentemente fragmentado, mas que realmente tem como tema unificador o uso dos bens materiais em benefício dos outros, especialmente dos mais necessitados. Divide-se em quatro segmentos inter-relacionados: vv. 1-8a; vv. 8b- 13; vv. 14-18; vv. 19-31. Três destes trechos serão usados hoje e nos próximos dois domingos.

A interpretação popular da primeira parte, a história do “Administrador Injusto”, traz muitos problemas para os pregadores. Pois, aparentemente, Jesus está elogiando quem agisse de maneira desonesta. Tal interpretação é moralmente inaceitável. Por isso, temos que olhar bem a história - os estudiosos não estão de acordo se trata-se de uma parábola, ou uma “história-exemplo”, que Lucas também usa muito (10, 29-37; 12, 16-21; 16, 19-31;18, 9-14).

Para que entendamos melhor o contexto da história, é bom saber que os documentos da época atestam que frequentemente se usava o sistema aqui relatado. Como a cobrança de juros era proibida pela Lei, o administrador embutiu o ágio na “nota promissória”. Por exemplo, uma pessoa talvez tivesse emprestado 200 litros de azeite, mas por causa dos juros de 100%, a sua conta acusava 400 litros. Então, na história de Lucas, o administrador, enfrentando a demissão, resolve na mesma hora vingar-se do seu patrão - reduzindo as contas devidas ao seu valor real, e assim perdendo para ele os juros - e fazer amigos para ele mesmo, entre os devedores.

A parábola do capataz desonesto (Lucas 16,1-8) - Francisco Orofino

Resultado de imagem para parábola administrador corruptoNossa primeira impressão diante deste texto é de certa indignação. Afinal, ao nos contar esta parábola (Lucas 16,1-8), Jesus elogia o comportamento de uma pessoa corrupta e desonesta. Nossa reação imediata é fugir da proposta da prática pedagógica de Jesus e procurar palavras e desvios que nos ajudem a superar o elogio ao corrupto e dar uma interpretação mais moralista às conclusões de Jesus. Sem dúvida a parábola nos incomoda. Mas temos que partir deste ponto: Jesus nos conta uma parábola e nesta parábola elogia a criatividade de alguém que faz qualquer coisa para não perder sua situação de viver e enriquecer sem precisar trabalhar. Algo que qualquer um de nós gostaria de fazer todo dia: como ganhar dinheiro sem fazer força? 
Jesus quer nos ensinar que deveríamos ter esta mesma criatividade e empenho para ganharmos o Reino de Deus!

Vamos começar buscando entender a proposta pedagógica de Jesus nesta parábola. Ele descreve uma situação muito comum na Palestina daquela época: as terras, que são de um proprietário que mora distante, foram confiadas a um capataz. Muitos proprietários confiavam a administração dos bens e a organização dos trabalhos agrícolas a um capataz. Este, evidentemente, desvia dinheiro do patrão em proveito próprio e submete os trabalhadores a duros encargos para garantir não apenas o lucro do patrão, mas também o dinheiro desviado por ele. Pelas inúmeras vezes que esta figura aparece nas parábolas de Jesus, vemos que naquela época os administradores, capatazes, intermediários e feitores eram muito odiados pelos trabalhadores diaristas. E não podia ser diferente. Afinal, infernizavam a vida dos trabalhadores e roubavam o dinheiro do patrão. Até hoje!

Parábola do Administrador Corrupto (Lucas 16,1-8) - Carlos Mesters e Francisco Orofino

Resultado de imagem para cabeça dinheiroAcolhida
1. Um canto inicial.
2. Criar um bom ambiente. Dar as boas vindas. Colocar as pessoas
à vontade.
3. Invocar a luz do Espírito Santo.

1. Abrir os olhos para ver
A parábola que vamos meditar neste círculo é uma das mais estranhas. Parece que Jesus faz um elogio a um homem corrupto e desonesto. Ora, Jesus parte da realidade que ele vê! Corrupção sempre houve. Hoje mais do que nunca. Principalmente aqui no Brasil, onde parece que só vence na vida quem é desonesto. Os corruptos são mais criativos que os honestos! Todo mundo quer ganhar dinheiro sem fazer força. Vamos con- versar sobre isso:


1. Qual sua experiência com alguém corrupto? Já sofreu alguma humilhação?
2. Por que existe tanta corrupção no Brasil? Será que somos um povo desonesto?

2. Despertar o ouvido para escutar
1. Introdução à leitura do texto
Na parábola, Jesus nos conta as maneiras que um capataz encontrou para continuar vivendo bem, sem trabalhar. Durante a leitura vamos prestar atenção na esperteza deste funcionário em encontrar soluções para o seu problema.

2. Leitura do texto: Lucas 16,1-8.

3. Momento de silêncio.

4. Perguntas para a reflexão: