O serviço de Cristo exige abnegação (Lucas 14.25-33) - P. Deolindo Feltz

Resultado de imagem para serviço aos pobresQuais são as condições para ser um seguidor de Jesus?
Uma resposta muito significativa para esta pergunta, nós encontramos no Evangelho de João 14.25-33, texto bíblico previsto para reflexão de hoje. O texto relata um momento onde Jesus diz para uma multidão que o seguia quais eram as condições para ser seu verdadeiro seguidor.

Observando em partes o texto, ele fala logo no início que uma multidão estava seguindo Jesus. Não é possível precisar o tamanho desta multidão, se era uma pequena ou grande, mas pode-se imaginar que se tratava de muitas pessoas.

O que estava motivando esta multidão seguir Jesus? Uma vez olhando para alguns textos bíblicos de Lucas anteriores a este que nós lemos e ouvimos, vamos encontrar alguns relatos de curas realizadas por Jesus e alguns interessantes ensinamentos sobre confiança em Deus, falsidade, humildade, hospitalidade, paz com o inimigo, riquezas no céu, e assim por diante. É natural que essas coisas devem ter mexido com as emoções e empolgado muitas pessoas e, consequentemente, as arrastado para junto de Jesus.

Não nos restam dúvidas de que a autoridade de Jesus nos momentos de cura, sua amabilidade para acolher todas as pessoas, e a sua habilidade em ensinar, fizeram com que muitas pessoas, em todos os lugares por onde ele passava, ficassem tocadas, emocionadas, empolgadas, curiosas, eufóricas...

Lançado Mapa da Violência 2016: negros são as principais vítimas de armas de fogo no Espírito Santo

Clique aqui e veja o Mapa da Violência 2016 completo.

Foi lançado nesta quinta-feira (25) o Mapa da Violência 2016 – Homicídios por armas de fogo no Brasil, de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. Este é o quinto estudo elaborado pelo sociólogo focando o tema da letalidade das armas de fogo. O levantamento toma como base o ano de 2014 como referência, sendo que o Mapa da Violência 2015 – Mortes matadas por arma de Fogo, lançado em maio de 2015, usa o ano de 2012 como base.

Segundo o Mapa, enquanto a taxa de homicídios por arma de fogo entre a população geral caia anualmente – mesmo que em índices irrisórios – entre jovens e negros as taxas só aumentam, o que demonstra que faltam políticas públicas para esta parcela da população. Para cada seis negros mortos por arma de fogo, um branco é assassinado.

Em 2014, foram mortas por arma de fogo 1.290 pessoas, o que representa taxa de 35,1 mortes por grupo de 100 mil habitantes, deixando o Estado na 5ª posição nacional entre os mais violentos e em 1º entre os estados do Sudeste. Entre 2013 e 2014 houve aumento de 4,8% nesta taxa, saindo de 33,5 em 2013 para 35,1 em 2015.

O Espírito Santo está atrás apenas de Alagoas, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte nas taxas de homicídios por arma de fogo.

Bíblia e Relações de Gênero

Nos dias 26 a 28 de agosto de 2016 compartilhamos um pouco mais sobre o tema Bíblia e Relações de Gênero com a ajuda da Pastora Odja Barros, Pastora da Comunidade Batista de Alagoas.

A reflexão foi conduzida a partir das relações de poder, dominação, exclusão, no Segundo Testamento, principalmente àquelas que determinaram a supressão do protagonismo e da vida das mulheres.

Clique aqui e veja as fotos.

Sem esperar nada em troca - Pe. José Antonio Pagola

Resultado de imagem para Sem esperar nada em trocaJesus está a comer convidado por um dos principais fariseus da região. Lucas indica-nos que os fariseus não deixam de espiá-Lo. Jesus, no entanto, sente-se livre para criticar os convidados que procuram os primeiros lugares e, inclusive, para sugerir ao que o convidou a quem há de colocar à frente.

É esta a interpelação ao anfitrião que nos deixa desconcertados. Com palavras claras e simples, Jesus indica-lhes como hão de atuar: «Não convides os teus amigos nem os teus irmãos nem os teus parentes nem aos vizinhos ricos». Mas, há algo mais legítimo e natural que estreitar laços com as pessoas que nos querem bem? Não fez Jesus o mesmo com Lázaro, Marta y Maria, seus amigos de Betânia?

Ao mesmo tempo, Jesus assinala em quem se há de pensar: «Convida os pobres, aleijados, coxos e cegos». Os pobres não têm meios para corresponder ao convite. Dos aleijados, coxos e cegos, nada se pode esperar. Por isso, ninguém os convida. Não é isto algo normal e inevitável?

Jesus não rejeita o amor familiar nem as relações amistosas. O que não aceita é que elas sejam sempre as relações prioritárias, privilegiadas e exclusivas. Aos que entram na dinâmica do reino de Deus procurando um mundo mais humano e fraterno, Jesus recorda-lhes que o acolhimento aos pobres e desamparados há de ser anterior às relações de interesse e aos convencionalismos sociais.

A quem reservamos os primeiros lugares em nossa Igreja? - Itacir Brassiani

Resultado de imagem para excluídosJesus não desperdiça nenhuma ocasião para ensinar aqueles que o seguem. Ele propõe uma inversão radical na escala dos valores da sociedade e da religião, e não se cala nem mesmo na casa de uma autoridade moral, em pleno jantar festivo para o qual havia sido convidado com especial deferência. Jesus apresenta a lição do evangelho de hoje num solene dia de sábado, na casa de um dos chefes dos fariseus, logo depois de afirmar que as necessidades de uma pessoa estão acima das leis. Vendo que os convidados disputam os primeiros lugares, propõe uma reflexão sobre o orgulho e a humildade.

Como modelo de evangelizador, Jesus não se permite ficar na periferia das coisas. Seu ensino hoje não é sobre as regras de boas maneiras numa refeição solene, mas sobre um princípio fundamental da vida cristã: quem é o maior ou o primeiro, o mais importante ou notável na vida cristã. Jesus começa pela crítica ao orgulho e aos privilégios e passa à questão dos beneficiários da nossa atenção. Ele conhece o costume quase universal de privilegiar, tanto nas festas quanto nas decisões e projetos mais essenciais, os familiares, parentes, amigos e vizinhos. Para Jesus, este é um círculo muito estreito.

Inicialmente, Jesus fala aos hóspedes que estão com ele à mesa, afirmando que “todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”. Depois, dirige-se ao próprio anfitrião que o acolhe festivamente, questionando sua expectativa de retribuição. E deixa muito claro que orgulho e a busca de retribuição não são posturas enraizadas no Evangelho. O cristão deve rejeitar a busca de honras e vaidades e buscar decididamente o lugar reservado aos servidores. Da mesma forma a Igreja: ela precisa superar a velha pratica de servir, apoiar e defender as pessoas e instituições que podem retribui-la.

Os Primeiros lugares - Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

Resultado de imagem para primeiro lugarNa sociedade de hoje, é muito comum 
a corrida em busca dos PRIMEIROS LUGARES.
Isso cria muitas vezes um clima de concorrência e competição, 
de ódio e conflitos. O que vocês pensam a respeito disso? 

As leituras bíblicas nos propõem um caminho diferente:
o caminho da HUMILDADE e da GRATUIDADE...

A 1ª Leitura fala da virtude da HUMILDADE, 
uma virtude muito admirada por Deus e pelos homens. (Eclo 3,19-21.30-31)

* São reflexões de um sábio do Antigo Testamento (Bem Sirac).
Propõe a humildade como forma de "encontrar graça diante do Senhor. 
Humildade é fazer-se pequeno, é reconhecer a grandeza de Deus e confiar nele. 
E acrescenta: "Não existe remédio para o mal do orgulhoso, 
pois uma planta ruim está enraizada nele..."

A 2ª Leitura afirma que a vida cristã exige de nós 
determinados valores e atitudes, entre os quais 
a humildade, a simplicidade, o amor... (Hb 12,18-19.22-24a)

o Evangelho mostra que Jesus veio criar uma nova humanidade, 
fundamentada no espírito da humildade. (Lc 14, 1.7-14)

Em 2050, serão necessários quase 3 planetas para manter atual estilo de vida da humanidade

Resultado de imagem para planeta poluiçãoSe a população global de fato chegar a 9,6 bilhões em 2050, serão necessários quase três planetas Terra para proporcionar os recursos naturais necessários a fim de manter o atual estilo de vida da humanidade, lembrou o Banco Mundial. A voracidade com que se consomem tais recursos fez as Nações Unidas incluírem o consumo em sua discussão sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.

A reportagem foi publicada por ONU Brasil, 23-08-2016.

A meta número 12 dos ODS não poupa os países desenvolvidos nem as nações em desenvolvimento. Insta todos a diminuir o desperdício de alimentos — um terço deles é jogado fora anualmente —, repensar os subsídios aos combustíveis fósseis e reduzir a quantidade de resíduos lançados sem tratamento no meio ambiente, entre outras tarefas urgentes.

A América Latina e o Caribe têm desafios importantes a cumprir em relação a esses e outros quesitos. Atualmente, a região joga fora 15% da comida que produz. Conseguiu diminuir de 1% para 0,68% o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) gasto em subsídios para os combustíveis fósseis entre 2013 e 2015, mas alguns países ainda dedicam cerca de 10% do PIB a eles. Finalmente, cada latino-americano produz até 14kg de lixo por dia, dos quais 90% poderiam ser reciclados ou transformados em combustível caso fossem separados por origem.

Grito dos Excluídos: 7 de setembro

O Grito dos Excluídos 2016 tem como lema "Este sistema é insuportável: exclui, degrada e mata!". Portanto, nos convida a refletir sobre as desigualdades, injustiças sociais e outras mazelas que o atual sistema econômico nos impõe. 
Diante disso, a Arquidiocese de Vitória viu a necessidade de levar às ruas, por meio do ato deste ano, a denúncia contra o crime ambiental cometido pela Vale, Samarco e BHP Billiton com o rompimento da barragem de fundão, em Mariana, Minas Gerais, no dia 5 de novembro de 2015. Então, neste ano de 2016, o Grito dos Excluídos será organizado pelo Fórum Capixaba das Entidades em Defesa da Bacia do Rio Doce, que está construindo a manifestação junto a pastorais, movimentos sociais, sindicatos, associações, além dos atingidos e atingidas de diversos municípios do Espírito Santo.
A escolha da Praia de Camburi se deu pelo fato de uma das empresas criminosas, a Vale, estar situada no local e também por ser essa localidade e adjacências constantemente atingida pelo pó preto da mineradora. 
Todos que se sentem indignados com as vidas ceifadas por causa desse crime ambiental, das destruições ambiental e cultural, confirmem presença, convidem os amigos e amigas e, principalmente, estejam presentes na Praia de Camburi no dia 07 de setembro, às a partir das 8h30, em frente ao Clube dos Oficiais. Vamos gritar: Não foi Acidente! Basta de Impunidade! Queremos justiça!

Confirme presença, compartilhe e convide seus/suas amigos/as no facebook: https://www.facebook.com/ events/518913714986546/

E esse muro de inimizade e separação?! - Nancy Cardoso

Amig@s do Kairós Palestina Brasil mais uma vez convidamos vocês para um momento de reflexão e oração pela paz justa na Palestina e Israel. Vamos nos juntar a grupos e comunidades de 40 países na semana de 18 a 24 de setembro de 2016. Estamos convencid@s de que a paz com justiça para Israel e Palestina é o caminho que passa pelo fim da ocupação militar da Palestina e o fim de todas as barreiras. Organize um momento com seu grupo e comunidade! 

Tema 2016 - Deus derruba o muro de inimizade e separação (Efésios 2, 14b) 

Israel tem erguido barreiras que separam os palestinos de suas terras, famílias, comunidades, meios de subsistência, fazendas, escolas, mesquitas, igrejas, hospitais, parques e outros espaços de vida. Exemplos de barreiras em áreas palestinas incluem: o muro de separação, pontos de verificação militar, cercas, barricadas do exército, patrulhas do exército, grandes obstáculos interrompendo os caminhos e estradas que cortam em aldeias inteiras só para garantir um espaço "seguro" para os colonos israelenses que querem fácil acesso ao seus assentamentos ilegais – porque construídos em território palestino.

Talvez uma das barreiras mais repugnantes é o bloqueio de Gaza. Agora em seu 10 ano, o bloqueio envolve um complexo de terra, ar e mar por Israel e Egito. As restrições sobre bens atingindo Gaza através das passagens terrestres são uma causa significativa da situação humanitária insustentável e inaceitável de Gaza, para além dos três invasões militares de larga escala. O bloqueio constitui uma punição coletiva da população de Gaza e é, portanto, uma violação direta do direito internacional.